O Congo Nossa Senhora da Guia nasceu em 1998, fruto da coragem, da fé e da determinação de mulheres que decidiram ocupar um espaço que, por muito tempo, foi visto como exclusivamente masculino. A ideia surgiu quando uma amiga fez um convite especial a Eleuza Valério, hoje reconhecida como a matriarca do terno: montar um terno formado somente por mulheres. A proposta ousada despertou em Eleuza o desejo de criar algo novo, feito com devoção, irmandade e resistência.
Apesar do início inspirador, os primeiros anos não foram fáceis. O terno enfrentou forte discriminação, tanto por romper tradições quanto por ser conduzido inteiramente por mulheres. Ainda assim, Eleuza e o grupo seguiram firmes, sustentadas pela fé em Nossa Senhora da Guia e pela certeza de que estavam abrindo caminho para algo maior.
Mesmo atuando desde 1998, o terno só foi oficialmente registrado em cartório em 2002, um passo importante para garantir sua história, sua identidade e sua continuidade.
Com o passar do tempo, a força, o respeito e a beleza do terno conquistaram a comunidade. Aquilo que começou como resistência tornou-se referência de tradição. As mulheres do Congo Nossa Senhora da Guia provaram que a fé e a cultura não têm gênero — têm alma.
Hoje, o terno é comandado por Eleuza Valério e por sua filha Lucélia, que formam a liderança e a linha de frente. Lucélia, que antes dançava no Moçambique Branco, decidiu acompanhar e apoiar a mãe no novo caminho. Desde então, mãe e filha conduzem o terno com união, sabedoria e um profundo amor pela tradição.
São mais de 20 anos de história, luta, devoção e conquistas. O Congo Nossa Senhora da Guia tornou-se não apenas um terno: tornou-se um símbolo de resistência feminina, de fé que atravessa gerações e de cultura que permanece viva e pulsante.
Atualmente as capitãs são as mesma citadas na história
Lucélia Valério e Eleuza valeiro
Inicialmente no bairro Santa Terezinha da cidade de Araguari- Minas Gerais


